Como os furacões se formam?
Por: Bruno Pinheiro
Os furacões são nada mais do que tempestades violentas com grande poder de destruição. Um furacão pode conter ventos com velocidade de mais de 200 km/h e inundar cidades em minutos. Recentemente existiu três furacões ativos no Oceano Atlântico (Kátia, José e Irma) e um deles causou grande destruição por onde passou. O furacão Irma secou oceanos, deixou milhões sem energia elétrica e destelhou milhares de casas. Mas afinal, como os furacões se formam? Confira a resposta.
Como os furacões se formam?
Como os furacões se formam não tem grande mistério. Esse fenômeno se forma nos oceanos e são nada menos do que ciclones tropicais, parecidos com tufões. A origem desses fenômenos é semelhante ao da chuva, pois existe vaporização de ar. Diferente deles, os furacões podem durar mais de uma semana e possuem ventos com mais de 200 km/h. Eles são considerados como um dos fenômenos com grande poder de destruição.

Ar quente dos oceanos sobe e altera a pressão atmosférica da região (Fonte da imagem: NASA)
Um furacão costuma se formar em áreas há poucos ventos e água quente. Geralmente isso acontece próximo a linha do Equador, pois essa região é famosa por ventos fracos e água do oceano bastante quente. Um furacão é formado quando o ar aquecido do oceano sobe para o céu, deixando a superfície do mar com menos pressão. Quando isso acontece, o ar frio daquela região invade essa área que era do ar quente. Com isso, o ar frio também acaba se aquecendo, sobe aos céus em movimentos circulares – por isso que eles possuem formato cônicos.
Assim que o ar quente sobe, o ar que existe ao seu redor ainda continua ocupando espaço onde existe baixa pressão. Quando o ar quente esfria totalmente com bastante água em sua composição, imediatamente é formado uma nuvem no céu. Um grande sistema de nuvens acaba surgindo e para não perder forças, esse sistema se alimenta pelo calor do oceano e pela água que é evaporada da superfície.
Quando a tempestade começa a girar mais de pressa, surge um grande buraco localizado no meio da tempestade, conhecido como “olho de furacão”. Essa região é a parte mais fraca do fenômeno, pois a pressão atmosférica é baixa. Como a pressão atmosférica nessa parte é baixa, o ar com pressão maior tende a subir e a descer por esse “canal”.
A destruição em massa
A grande destruição começa quando o furacão chega ao litoral. Como a velocidade do vento é muito grande, o furacão começa a destruir e arrancar tudo o que ver pela frente. A escala Saffir-Simpson classifica os furacões em cinco categorias. A mais baixa dela, a Categoria 1, agrupa os furacões com ventos de 119 km/h a 153 km/h; já a Categoria 5 reúne furacões com ventos acima de 249 km/h.

Irma sugou mar em Bahamas logo quando passou. Fonte da imagem: HuffPost Brasil.
A devastação de um furacão só não é maior porque eles perdem velocidade quando atingem o solo e água fria. Quando chegam ao interior, a velocidade dele é muito menor que quando estavam no litoral e no oceano.
Furacões podem atingir a América do Sul
Muito comuns nas Américas Central e do Norte, também existe possibilidade de um furacão atingir a América do Sul. Um exemplo é o Catarina, que atingiu a região sul em 2004. O Catarina deixou grandes estragos em Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Furacão e tornado não são a mesma coisa
É preciso lembrar que tornado e furacão não é a mesma coisa. Eles são fenômenos diferentes e possui a grande diferença na região onde são formados. O furacão é formado no oceano; já o tornado é formado na terra. Além disso, o tornado é visto a olho nu, pois os furacões são grandes demais para isso.
Fonte: Brasil Escola | Tecmundo

